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CRIMES REAIS

Gabriela Nichimura, a menina de 14 anos que morreu ao cair de um brinquedo do Hopi Hari

Gabriela Nichimura
Foto: Reprodução

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Em 24 de Fevereiro de 2012, o parque de diversão “Hopi-Hari”, localizado em Vinhedo (SP), postou uma nota onde dizia que, por volta das 10:20h, ocorreu um acidente envolvendo Gabriela Yukari Nichimura (14), em uma das atrações localizada no começo do parque, “La Tour Eiffel”.

O brinquedo foi inaugurado no final do ano de 1999, e sua estrutura lembra a da Torre Eiffel. Nele, as pessoas sobem em uma cadeira a 70 metros do chão e, ao chegar no topo, as cadeiras são soltas em queda livre, com sua velocidade chegando a cerca de 94Km/h.

Gabriela e a família moravam no Japão e após 9 anos, voltaram de férias ao Brasil. A mãe de Gabriela, Silmara Nichimura, relatou que havia preparado um roteiro de diversão para a família. Assim que o parque abriu, Gabriela e a prima foram direto para o brinquedo.

Silmara estava no brinquedo junto com a filha, a sobrinha e o marido, e disse que nenhum funcionário que estava na atração, se preocupou em verificar as travas de segurança das cadeiras onde estavam.

Ao questionar Gabriela se estava tudo certo, a menina indicou que sim, mas quando questionou sobre a segunda forma de segurança do brinquedo, um cinto, Gabriela dessa vez negou; porém, um funcionário do parque interrompeu a conversa e disse que o brinquedo era seguro.

O brinquedo subiu de forma lenta, como de costume. No entanto, quando foi solto em queda livre, ao chegar a 20 metros do solo, um barulho alto de impacto no chão chamou a atenção de todos, junto com os gritos de desespero. Gabriela havia caído após a trava abrir.

Assim que viu a filha no chão, Silmara abaixou, e junto do marido começaram a rezar, com a esperança de um milagre. A equipe médica foi ao local pedindo que levantassem as cadeiras que estavam por cima da perna da menina, e verificando os batimentos cardíacos.

A paramédica levantou um pouco a cabeça de Gabriela, e perguntou aos pais se gostariam que ela fosse reanimada. A levaram até a ambulância, porém impediram que Silmara fosse junto a filha para o hospital, onde Gabriela já chegou morta.

Logo após o acidente, foi pedido para que todos deixassem o parque, fechando logo em seguida. Entretanto, o Hopi Hari, em nota, avisou que reabriria no dia seguinte, mas o “La Tour Eiffel” continuaria fechado até que descobrissem a causa do acidente.

A família, que tinha a volta para o Japão marcada, adiou a viagem, logo acionando um advogado. Uma equipe de peritos foi ao parque – ao qual foram extremamente criticado pela falta de responsabilidade ao analisarem o local do acidente – no mesmo dia da morte de Gabriela.

O Advogado indicou que a perícia analisou outra cadeira, não a que Gabriela estava. Afirmou que foi “Fraudulento e vergonhoso” já que, segundo investigação da perícia, Gabriela estava na cadeira que a mãe ocupava, e apresentou uma foto como prova da sequência dos familiares.

Após a apresentação da nova prova, a perícia teve que voltar ao local para analisar a cadeira certa, e constataram o problema na trava de segurança. O Hopi Hari publicou uma nota a imprensa dizendo que estava ajudando as investigações de todas as formas.

Silmara Nichimura e toda família estavam revoltados com a forma de como as investigações estavam ocorrendo, e ainda disse: “A minha vontade seria fechar definitivamente, mas tenho certeza absoluta de que não vai acontecer”.

Um laudo feito pelo Instituto de Criminalística de Campinas – Uma nova equipe de peritos – afirmou que houve falha humana no acidente, e concluíram que técnicos do parque alteraram a trava da cadeira, que estava inoperante havia cerca de 10 anos, um dia antes da fatalidade.

Em 2017, a justiça condenou 3 funcionários a 2 anos e 8 meses de prisão, mas a pena foi revertida a prestação de serviços sociais e pagamento de um salário mínimo a uma ONG. Outros 5 funcionários do parque foram inocentados.

O ex-proprietário do parque foi processado, mas o Ex-ministro Celso de Mello (STF), arquivou o caso por falta de nexo causal, já que, ser dono do parque não era suficiente para acusá-lo, pois o mesmo confiava que os funcionários do Hopi Hari sempre seguiam as normas de segurança.

A Família Nichimura fez um acordo de indenização, onde os valores não foram revelados. Em 2016, o parque tentava evitar a falência, devido aos vários problemas como dificuldade financeira, acidentes e mudança de gestores.

Após inúmeras negociações e quase falência, o ‘Hopi Hari’ foi vendido e fechado durante um tempo para uma reforma e quitação das dívidas em aberto. Mesmo após a venda e reabertura, o brinquedo “La Tour Eiffel” continuou fechado.

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